Algum tempo depois…
O lugar parecia ter sido construído para esmagar qualquer resquício de humanidade.
Cercas elétricas se sobrepunham umas às outras, como camadas de um aviso silencioso: não pertença a este lugar. Muros altos, sem cor, sem identidade, erguiam-se ao redor da penitenciária como se quisessem esconder o que havia dentro — ou impedir que algo dali escapasse. O ar era pesado, metálico, e cada passo que eu dava parecia ecoar dentro do peito, não no chão.
Caminhava devagar demais para