Os minutos que levei para chegar até o quarto do Misa pareceram horas inteiras.
Os corredores do hospital, sempre frios e intermináveis, pareciam ter se alongado ainda mais, como se o prédio inteiro estivesse conspirando para me testar. Minhas pernas obedeciam, mas mais lentas do que o meu desespero pedia. Cada passo vinha acompanhado de um medo novo: e se ele não me reconhecer? e se não for como eu imaginei? e se for cedo demais para ter esperança?
Eu queria — precisava — ver aqueles olhos azu