Narrador
A noite, apesar de tudo, correu em um silêncio quase enganoso para os quatro que dormiram no quarto de Misa. Pela primeira vez em muito tempo, a cama dele estava cheia — não apenas de corpos, mas de presença, de calor, de vida. Não havia mais o vazio cruel que Margo deixara anos antes, aquele espaço frio que nenhuma outra pessoa conseguira ocupar.
Misa, porém, mal fechou os olhos.
Não era insônia comum. Era vigilância.
Era culpa.
Era amor.
Ele passou boa parte da madrugada observando M