Os dias seguintes viraram rotina de penitente. Toda manhã eu ia para o hospital, mesmo sabendo que a minha presença não era bem-vinda. O Matt não escondia; Emma e Charlotte fingiam que eu era vidro. Ninguém me dava boletim, ninguém respondia nada. Eu via a Margo de longe, por trás do painel de vidro da UTI: olhos sempre fechados, ventilação silenciosa, máquinas apitando em cadência. Os médicos diziam que ela podia acordar “a qualquer momento” — uma expressão larga demais para quem conta segundo