O prédio da Emma fica num quarteirão silencioso do Lower East Side, com árvores que ainda guardam o dia no brilho das folhas. Ela abre a porta no segundo toque. Emagreceu. O rosto afinou, as olheiras assumiram o comando. Não precisa dizer que não tem dormido.
— Fala logo — ela se encosta no batente, sem cerimônia.
— Você conhece algum Jango? — pergunto entrando, sem rodeios. — Já ouviu esse nome?
— Claro. Foi ele que atirou no… você sabe. — Os olhos piscam, duros. — O que tem isso?
O chão falta