O “ah!” do Math foi sincero. Os aplausos, o coro de “Parabéns”, gente acenando taças. Eu encostei na orelha dele.
— Feliz aniversário.
De canto, meu olhar encontrou o do Misa, a alguns metros, perto da tenda de drinks. Terno azul-marinho impecável, gravata cinza perolada, cabelo escovado pro lado, um desalinho calculado na franja — e um cansaço irremediável colado ao osso da face. Ele me encarou sem arrogância, sem súplica. Quase… quieto. E isso me desestabilizou mais do que qualquer provocação