Capítulo 116 - Eu sou o pai...
Ficar parado me dava coceira na alma. O relógio do quarto batia um tempo diferente, o ar saía do ar-condicionado como se quisesse me congelar por dentro, e o deserto do outro lado do vidro parecia um mar imóvel — igual eu. A imagem da Margo deixando o Plaza de braço dado com o Matt voltava em looping: o vestido claro abraçando a barriga, aqueles olhos que sempre me desmontaram brilhando quando falou dos filhos. Filhos. O plural doeu. E doeu porque eu reconheci aquele brilho. E também porque não