Melinda
Sento-me na cadeira acolchoada do consultório, tentando encontrar um mínimo de conforto. Apoio o rosto nas mãos, mas minha mente não para. A cena da noite anterior se repete como um filme de terror: o beco, os gritos de Josh, os socos, os chutes, o olhar nojento daqueles homens. Meu estômago se retorce, não sei se de fome ou de nervosismo. Talvez os dois. Aperto os olhos e respiro fundo, mas não adianta.
Uma batida leve à porta me faz sobressaltar. Levanto-me apressada, ajeitando os ó