AMELIA ALBERTI
—Abre a boca —disse com doçura.
Paolo me olhou com uma sobrancelha arqueada.
—Você está me dando sopa como se eu fosse um bebê?
—Estou cuidando de você, amor —respondi, molhando a colher e levando-a novamente aos seus lábios—. Além disso, assim eu tenho o controle. Se você se comportar mal, paro de te dar.
Paolo sorriu, rendido.
—Não posso competir com você quando usa esse tom.
—Exatamente.
Dei outra colherada e o observei comer com uma mistura de amor, orgulho e ternura ridícula