AMELIA ALBERTI
A primeira coisa que senti foi calor.
O calor morno e reconfortante de uma mão entrelaçada com a minha.
Depois, a respiração suave… lenta… viva.
Abri os olhos devagar.
O teto branco do hospital já não me parecia tão ameaçador.
Virei a cabeça e lá estava ele.
Paolo.
Dormia. Não profundamente, mas dormia.
Seus cílios tocavam a pele arroxeada abaixo dos olhos, e cada leve movimento do seu peito me confirmava que ele estava ali, comigo.
Um sorriso surgiu nos meus lábios sem que eu pu