Clara se levantou do sofá lentamente, o olhar preso ao meu. Havia algo de hipnotizante em seus gestos. A luz suave do abajur desenhava sombras sobre sua pele, tornando o momento ainda mais íntimo, quase cinematográfico.
Ela deixou o tecido vermelho escorregar pelos ombros, num movimento leve, como se deixasse cair também o resto das barreiras entre nós. Por um instante, ficamos apenas nos olhando — o ar parecia denso, carregado de algo que ia além do simples desejo.
Que mulher é essa? — pensei