O dia amanheceu devagar, abrindo os olhos sobre Nova York com uma luz suave que entrava pelas cortinas do Plaza como quem pede licença. Mesmo desperto, permaneci na cama por alguns minutos, deixando meus pensamentos circularem livremente. A pergunta insistente voltava como uma maré: será que aquela cobertura seria nosso lar fixo? Não apenas um endereço — um porto definitivo.
Levantei quando Clara ainda dormia profundamente, entregue, com o rosto tranquilo iluminado pelo nascer do dia. Enquanto