VICTOR BALTIMOR.
A primeira coisa que senti ao acordar foi o peso.
Era como se meu corpo inteiro estivesse preso a algo invisível. Minha cabeça parecia cheia de algodão e meus pulmões ainda lutavam para encontrar um ritmo normal. Levei alguns segundos para perceber onde estava.
— Ainda estou nesse hospital. — Pensei.
O cheiro característico de antisséptico invadiu minhas narinas enquanto eu abria os olhos lentamente. A luz branca do quarto me fez franzir o cenho imediatamente. Minha visão estav