Dois dias haviam se passado desde a prisão de Marcelo.
Pela primeira vez em anos, Luna acordou sem o som de tiros, perseguições ou ameaças.
Ainda assim, a paz parecia estranha.
Era como se seu coração ainda esperasse que algo ruim acontecesse.
Naquela manhã, ela foi ao hospital visitar o pai.
Ao entrar no quarto, encontrou Helena sentada ao lado da cama, segurando a mão do marido.
Ele estava consciente.
Mais frágil.
Mas vivo.
Ao ver Luna, sorriu emocionado.
— Minha menina...
Ela correu para abr