Sharon Belmont
Havia bebida no organismo de Isabel, mas também havia uma afronta acumulada pelo cansaço de toda aquela opressão. Minha amiga ligou o rádio novamente, abriu o teto solar do veículo e pôs o corpo para fora, com os braços erguidos, sentindo o vento gélido bater no rosto e cantando a música ainda mais alto.
— Senta, Isabel! — Dante dava tapinhas de leve na perna da esposa, que descia a mão apenas para bater forte na dele. — DESCE DAÍ, ISABEL!
— Me deixa, seu chato! Ao invés de encher