Draiton Menegaço
Era nossa penúltima noite na Praia do Rosa. Amanhã estaríamos de volta ao Brasil e, com sorte, longe dessa encenação que já me consumia mais do que eu gostaria de admitir. Tentei escapar, inventei desculpas, mas Oléria foi irredutível: queria festa, queria imprensa, queria palco. Queria mostrar para o mundo um espetáculo.
E conseguiu.
Ao entrar no jardim da mansão, percebi que não tinha nada de intimista ali. Luzes de cristal pendiam em estruturas metálicas, faiscando como estr