NIKOLAI VOLKOV
Eu confiava na Angeline como nunca confiei em outra pessoa. Ela se mostrava transparente em seus sentimentos de uma forma crua e desarmante, mais do que qualquer um que já cruzara meu caminho. Sabia que, por baixo da raiva justificada, ela ainda guardava um fio teimoso de compaixão pelos pais. Queria que eles vivessem. Mesmo depois de tudo. Mesmo sabendo que eles desejavam não apenas meu fim, mas, muito possivelmente, um destino ainda pior para ela. Por isso ela pediu vida, e não