ANGELINE HARRINGATON
Olhando nos olhos de Nikolai, eu apenas acenei. Acreditava em sua promessa de proteção, ou, ao menos, na fúria que a sustentava. Mas quando baixei o olhar, tentando criar um centímetro de espaço para respirar, ele me puxou contra seu corpo novamente, com uma força que não admitia debate. O cheiro dele — pólvora, suor e uma ferocidade indomável — envolveu-me.
— Agora não, linda — sua voz era um rosnado grave contra meu cabelo. — Preciso te sentir. De todas as formas poss