ANGELINE HARRINGATON
O silêncio na sala segura era opressivo depois que eles saíram para preparar a fuga. Fiquei sozinha por horas, meu corpo imóvel encostado na parede fria de concreto, mas minha mente era um turbilhão. Revi cada instante: o peso dele, febril, contra mim; a confissão roubada pela dor; meus dedos tremendo enquanto estancava seu sangue.
E depois, o aceno distante, a voz de lâmina, a palavra “ativo”. O que estava se formando dentro de mim era um território perigoso e desconheci