NIKOLAI VOLKOV
Acordei com o peso da bebida forte da noite anterior — foi o que fiz depois que deixei Angeline em casa. Precisava de uma anestesia para aquela dor. Levantei-me cambaleante, fui ao banheiro, lavei o rosto com água gelada. O reflexo no espelho estava abatido, olheiras profundas, olhos vermelhos.
Patético, pensei.
Mas quando voltei ao escritório, não fui direto para o café. Não fui para a cozinha. Fui direto para o computador.
Os relatórios sobre ela já tinham se tornado minha