ANGELINE HARRINGTON
Horas se passaram.
Não sei quantas. O tempo perdeu o sentido naquele quarto branco, com a lareira crepitando e a neve caindo lá fora. Os gêmeos se acalmaram depois de um tempo, como se tivessem se cansado de lutar contra o que não podiam controlar.
Então a porta se abriu. Nikolai entrou.
Seu olhar estava distante — duro, como se ele tivesse construído um muro entre nós e se escondido atrás dele. Mas eu conhecia aquele homem. Conhecia cada linha de seu rosto, cada sombra