ANGELINE HARRINGTON
Desde aquela maldita mensagem e surto de ciúmes de Nikolai não consegui dormir. Fiquei a noite inteira em claro.
Meus olhos ardiam de cansaço, mas o sono simplesmente não vinha. Cada vez que fechava as pálpebras, via o rosto de Nikolai — aquele rosto que eu amava, que eu escolhera, que eu jurara seguir até o fim dos meus dias — transformado pela fúria. Pela desconfiança. Por algo que eu não conseguia nomear, porque nunca pensei que veria aquilo dirigido a mim.
No chão, os r