ANGELINE HARRINGTON
O silêncio que ficou era opressivo. Ele encheu o quarto, pesado e sufocante, como se as próprias paredes tivessem prendido a respiração. Eu tentei me mover, mas meu corpo protestou com uma dor aguda e profunda. Não era só o frio intenso do inverno da Rússia ou da ardência terrível entre as minhas pernas, um lembrete brutal e íntimo do que ele havia feito. Era uma dor que ia muito além da carne.
Era uma dor de memória.
O choro que veio então não era apenas de vergonha ou d