ANGELINE HARRINGTON
Pelo pouco que eu sabia de Nicolai, por instinto e pelo terror que ele inspirava, uma coisa me parecia certa: ele não era homem de se arrepender. Uma ordem dada por ele era como uma lei gravada em pedra — imutável, fatal. Mas algo, algum mecanismo desconhecido em sua mente impenetrável, começou a funcionar. Talvez não fosse arrependimento. Talvez fosse apenas um incômodo, o mesmo que se sente por uma peça de mobília mal colocada. Seja como for, algo mudou. Porque hoje, a so