Elisie Bellamy
O quarto está silencioso demais para ser o último dia.
A luz da manhã entra pela janela ampla, refletindo no branco das paredes e se espalhando pelo chão como se quisesse ficar. Eu fico alguns segundos parada, no meio do quarto, apenas olhando ao redor, absorvendo cada detalhe como se os meus olhos precisassem memorizar tudo antes de ir embora.
Pego o celular e começo a gravar.
Não falo nada. Apenas registro.
A cama ainda levemente desarrumada. A poltrona perto da varanda. A mesa