Elisie Bellamy
Depois da dança, eu pego uma taça de champanhe.
Não por vontade. É mais por necessidade. Preciso ocupar as mãos, a garganta, qualquer coisa que me impeça de desmoronar no meio desse salão elegante e cruel. Caminho até um canto mais afastado, perto de uma das colunas, e aqui fico, tentando recuperar o fôlego que parece ter sido arrancado de mim minutos atrás.
Conversar sobre filhos sempre foi um ponto sensível na minha vida.
E hoje, mais uma vez, confirma-se que esse assunto sempr