Elisie Charpentier
Eu fico parada, imóvel, com a mão ainda apoiada na moldura da janela aberta. O ar frio da noite entra, mas não consegue diminuir o calor nervoso que toma o meu corpo inteiro. E quando Lucien fecha a porta atrás de si, em silêncio absoluto, eu sinto o meu estômago afundar.
Ele está ali.
Molhado, sem camisa, respiração leve… como se nada no mundo pudesse alcançá-lo.
E o pior: ele me olha. Um olhar obscuro. Pesado. Tão profundo que parece atravessar todas as camadas que passei a