Mundo ficciónIniciar sesiónQuando Aimée lançou o buquê, foi um gesto teatral: ela ergueu o braço, fez cara de conspiradora e, num sopro, atirou as flores para trás. No jardim, as convidadas correram como num filme pastelão; gritos, esbarrões, saltos — a coreografia usual de quem ainda sonha com sorteios do destino. Mas o lírio não cruzou a multidão: alguém o segurou com firmeza e uma surpresa tomou conta do círculo.
Aimée virou-se devagar e encontrou a mãe, Mercedes, de pé, o buquê aconchegado aos braços como






