MATTEO MANCINI
Minhas pernas me levaram quase por conta própria ao prédio de Robert. O escritório imponente no centro de Milão, que eu já frequentei tantas vezes por conta de meus estudos ou das oportunidades de trabalho que ele me oferecia, parecia agora um monumento à hipocrisia, um mausoléu de mentiras. Meu peito arfava a cada passo, e o nó em minha garganta parecia me sufocar.
Encontrei Robert em sua sala, um espaço que exalava sua personalidade controlada: livros imponentes alinhados em