MATTEO MANCINI
O tapa estalou em meu rosto, minha cabeça virou com a força do golpe, e a dor física, momentânea e aguda, perdeu-se no flash cegante das câmeras que surgiram como espectros na escuridão, revelando a presença indesejada de paparazzi. Era o cenário perfeito para o desastre, a cereja no bolo da minha noite infernal. A dor no meu rosto era ínfima comparada à dor no meu peito, a dor de ser atingido por ela novamente.
p — Que droga! São paparazzi — Minha voz mal continha a exaspera