A viagem parecia não ter fim. O trem atravessava estradas intermináveis, costurando cidades que Bianca jamais ouvira nomear, e cada parada revelava rostos diferentes: vendedores de frutas, velhos solitários, mães com filhos sonolentos. Do lado de fora, os campos se estendiam até onde a vista alcançava, pontilhados por casas de madeira, silos e fazendas adormecidas no calor do verão.
Bianca observava tudo com o nariz colado no vidro. Os olhos verdes, atentos e maravilhados, não perdiam nada: as