A primeira carta verdadeira–falsa chegou ao amanhecer, coberta de gelo fino como véu de noiva.
Trazia o selo da Aldeia do Veado Branco — reconhecível, legítimo.
O papel, o mesmo de sempre; o laço, o mesmo nó; a caligrafia, quase a mesma.
Mas quando Erynn a ergueu contra a luz, algo escureceu no fundo, uma sombra rubra que não deveria morar em fibra de papel.
— Não é ferrugem — disse, sentindo o peso antigo. — É sangue.
Ronan rangeu os dentes.
— O Curador misturou verdade ao veneno.
Helena ap