Kael chegou ao portão antes do amanhecer, quando a neve ainda guarda o último segredo da noite.
Helena vinha ao encontro dele, o manto pesado, sal no cabelo como poeira de estrelas mortas.
Ronan a amparava.
Erynn aguardava na muralha com o cajado pousado, como quem sustém uma ponte com as mãos.
Kael não perguntou “o que aconteceu”.
Sentia.
O ar trazia um cheiro novo — não maresia; pacto.
Helena ergueu os olhos para ele, e, por um instante, Kael viu o mar por trás do rosto que amava: um azul pro