O desenho não saía da minha cabeça.
Não era apenas um papel com traços infantis. Nunca foi. Desde o instante em que Aurora o colocou nas minhas mãos, eu soube que havia algo ali que ultrapassava a linguagem simples de uma criança. O problema era que eu ainda não entendia como ler aquilo.
Espalhei os desenhos sobre a cama naquela noite, depois que Aurora finalmente adormeceu. Fechei a porta do quarto com cuidado e sentei no chão, encostada na lateral da cama, como se estivesse prestes a montar u