O desenho apareceu sem aviso.
Aurora estava sentada no chão do quarto, com as pernas cruzadas e o caderno apoiado sobre as coxas. O lápis se movia devagar, com uma concentração diferente da habitual. Não era o desenho automático que ela fazia quando estava nervosa, nem os traços repetidos que surgiam quando precisava se acalmar. Havia intenção ali. Cuidado. Escolha.
Eu observei em silêncio por alguns minutos, respeitando aquele espaço que parecia quase sagrado.
Ela não percebeu minha presença d