Meses depois
A casa não parecia mais a mesma.
Não porque os móveis mudaram.
Mas porque o silêncio mudou.
Agora havia risadas ecoando pelos corredores, passos pequenos correndo pelo piso de madeira e desenhos espalhados por lugares improváveis.
Havia vida.
Aurora dormia profundamente naquela noite. O abajur suave iluminava o quarto dela, e eu fiquei alguns segundos observando o rosto tranquilo antes de fechar a porta devagar.
— Ela apagou em segundos — murmurei ao entrar no quarto.
Henrico estav