Assinar o contrato foi mais simples do que eu esperava.
Talvez porque, no fundo, eu já tivesse decidido antes mesmo de pegar a caneta. Havia coisas que não passavam pela lógica — apenas aconteciam, como marés obedecendo a luas que ninguém vê. Quando terminei, a corretora sorriu satisfeita, recolheu os papéis e me desejou boa sorte em italiano cantarolado.
Boa sorte.
Guardei a frase no bolso como quem guarda um amuleto duvidoso.
Passei o resto do dia resolvendo detalhes práticos: transferênc