Eu odeio atuar.
Mas hoje… eu preciso ser perfeita.
O sorriso no meu rosto não é meu. A leveza no meu caminhar é ensaiada. Cada olhar apaixonado que lanço para Angelo é calculado.
E ainda assim… perigosamente convincente.
— Mais perto — sussurro, puxando-o pelo braço quando percebo dois homens do outro lado da rua nos observando.
Ele não hesita. A mão dele desliza até minha cintura, firme, quente… natural demais para alguém que sabe que tudo isso é uma mentira.
Ou talvez não seja só isso.
Droga.