A casa ficou silenciosa demais depois que a porta se fechou.
Não o silêncio comum da madrugada ou o silêncio respeitoso de quem dorme. Era um silêncio atento, desses que observam, que aprendem o formato da sua respiração para usar depois. A mansão inteira parecia me estudar agora, como se tentasse entender quando exatamente eu deixara de ser parte da mobília.
Encostei as costas na porta do quarto de hóspedes e fechei os olhos por um instante.
Meu coração batia firme. Não rápido. Não descontrola