Matteo mantinha os olhos fixos em Darya. Não de forma evidente, mas com aquela atenção silenciosa que já se tornara instintiva. Cada gesto dela parecia agora carregado de fragilidade, não apenas física, mas algo mais profundo, mais perigoso. Ela levou o pão à boca. Mordeu. Parou. Ficou a mastigar devagar, como se o corpo estivesse a negociar cada movimento. Engoliu com dificuldade e levou de imediato a chávena de café aos lábios, como se precisasse de ajuda para fazer a comida desaparecer. Matt