Já não sabia se era o terceiro, o quarto… ou o quinto copo. Os números tinham deixado de importar. O álcool queimava-lhe a garganta, descia lento, pesado… mas não fazia o que devia fazer. Não apagava. Não silenciava. Não levava nada embora. Darya rodou o copo entre os dedos, observando o líquido âmbar refletir as luzes difusas do bar. Tudo parecia distante. Distorcido. Como se estivesse a assistir à própria vida de fora.
A voz dele. Fria. Direta. Sem hesitação.Ecoava em sua mente, todas as fa