Antes, a sala de refeições era preenchida por risos e conversas leves, pequenos momentos que pareciam insignificantes na altura, mas que agora faziam falta de uma forma quase insuportável. Agora, tudo o que restava era silêncio. Um silêncio pesado, que parecia infiltrar-se nas paredes, nos móveis, na própria respiração. Darya estava sentada à mesa, imóvel, o olhar perdido no prato intocado. A comida arrefecera há muito, mas ela mal se apercebera. O estômago doía-lhe, não de fome, mas de um vazi