O relógio marcava 05:30 quando Darya despertou.
Não fora um despertar súbito, mas um regresso lento à consciência, como se nunca tivesse adormecido verdadeiramente. O corpo estava cansado, pesado, mas a mente já se encontrava desperta há muito tempo. Havia dias assim, dias em que o sono era apenas uma pausa curta, insuficiente, e o passado fazia questão de a acordar cedo.
Matteo dormia junto a ela, o braço firme à volta da sua cintura. O calor do corpo dele contrastava com o frio que lhe subia