As palavras ficaram suspensas entre eles.
Darya sentiu algo dentro de si ceder, não medo, mas um nó antigo que começava finalmente a desfazer-se.
— Quando eu te pedi para ires comprar as pílulas… — disse em voz baixa — eu precisei de saber se tu me respeitavas mais do que ao futuro que imaginas.
Matteo levou-lhe a mão ao rosto, o polegar a roçar-lhe a maçã do rosto.
— O futuro sem ti não me interessa.
Ela deixou escapar uma lágrima silenciosa, surpresa consigo própria.
— Obrigada — murmurou. —