O golpe foi seco.
— Ele… sabia? — murmurou Bianca.
— Ele antecipou. — respondeu Margaux. — Conhece-te melhor do que pensas.
Bianca sentiu algo partir dentro de si. Não era tristeza. Era humilhação. A percepção brutal de que cada movimento seu ainda estava a ser observado, previsto, controlado.
— Volte para dentro — disse a tia, virando-lhe as costas. — Antes que isto fique desagradável.
Bianca não se moveu.
— Isto não vai ficar assim.
Margaux parou a meio do caminho e olhou por cima do ombro.
— Não, não vai. — sorriu. — Vai ficar muito pior, até aprenderes.
Os homens aproximaram-se. Não tocaram nela, não precisaram. A presença deles era suficiente.
Bianca voltou para dentro da casa em silêncio, a mala ainda na mão, cada passo mais pesado do que o anterior. Quando a porta se fechou atrás dela, o som ecoou pela mansão como uma sentença.
No quarto, atirou a mala para o chão com violência.
— Merda! — gritou, pela primeira vez desde que chegara.
Andou de um lado para o outro,