Bianca desligou o telemóvel, os dedos ainda a tremerem ligeiramente. Durante alguns segundos, ficou imóvel, sentada na beira da cama, como se o simples ato de respirar exigisse um esforço consciente. O silêncio do quarto era opressivo, pesado, quase violento. Não havia música, nem vozes, nem o conforto falso de uma casa que fingisse acolhê-la. Apenas ela. Sozinha.
Levantou-se devagar e aproximou-se do espelho. A mulher que a encarava de volta ainda usava roupas de luxo, o cabelo perfeitamente a