Por um momento, ninguém falou.
O silêncio que se instalou foi tão denso que se podia ouvir o som distante do relógio da sala a marcar o tempo — cada segundo a cair como um eco de fim.
Darya respirou fundo, virando-se para a escada.
— Têm até segunda-feira. — Repetiu calmamente, sem olhar para trás. — Se quiserem, podem ficar com os carros e as roupas. Considerem isso um gesto de generosidade.
Subiu as escadas com passos firmes, sem hesitar.
Bianca caiu de joelhos junto ao sofá, soluçando entre raiva e desespero. Sabia que a irmã tinha razão, o dinheiro que ganhava como modelo não sustentaria o estilo de vida a que estava habituada. O prestígio vinha do nome, não do talento.
Helena permaneceu imóvel, os punhos cerrados, os olhos cravados no vazio. Dentro dela, a raiva fervia. Sabia que, naquele instante, não podia fazer nada. Qualquer tentativa de enfrentar Darya resultaria mal, os Mancini estavam agora do lado dela, e Ricardo jamais perdoaria uma imprudência.
Mas a humil