— Fica — murmurou. — Só por hoje.
— Estou aqui, Matteo — respondeu ela num fio de voz, tentando levantar-se.
Mas ele apertou-a um pouco mais, a voz rouca e suplicante:
— Não vás… não agora. Preciso de te sentir perto.
O rosto dele pousou-se no pescoço dela, o calor da pele misturando-se com o cheiro a uísque e a tristeza. Darya ficou imóvel, o coração acelerado. Não estava desconfortável, mas também não sabia como reagir.
Depois de alguns segundos, murmurou:
— Fico… mas não assim. É desconfortável.
Ergueu-se devagar, retirou-lhe os sapatos e deitou-se ao lado dele, por cima da colcha. Matteo voltou a procurá-la, encontrando-lhe a mão no escuro. Segurou-a com suavidade, como se aquele gesto fosse o único elo que o impedia de se perder outra vez.
Pouco a pouco, a respiração dele tornou-se mais lenta. Adormeceu com a cabeça virada para ela, ainda de dedos entrelaçados. Darya ficou a observá-lo. O rosto de Matteo, finalmente sereno, parecia o de alguém que encontrara desca