A noite havia caído sobre a cidade, mas a escuridão parecia mais do que apenas ausência de luz. Era silêncio pesado, cheio de promessas e medos que não precisavam ser pronunciados para serem sentidos.
Eu me encontrava no quarto de Helena, ajeitando a pequena para dormir. Ela estava animada, falando sobre a escola, sobre as cores que havia pintado naquele dia, sobre o novo amigo que fizera no recreio. Cada risada dela era como um remédio para a tensão que não me deixava respirar desde a ligação