Aurora soube que o dia seria ruim antes mesmo do telefone tocar.
Era cedo. O sol ainda invadia a sala com aquela luz suave de manhã, e Helena estava sentada no tapete, organizando as bonecas como se estivesse decidindo o destino de um pequeno reino cor-de-rosa.
O celular de Lorenzo vibrou sobre a mesa.
Ele atendeu.
Ficou em silêncio.
A expressão mudou.
— Hoje? — ele perguntou, controlado. — Não, eu não acho apropriado.
Helena levantou o rosto.
— Quem é?
Ele hesitou.
Aurora já sabia.
— É a nonna