Marcelo estava do lado de fora do salão, na explanada iluminada por luzes quentes e discretas, com vista para a cidade que nunca dormia. O som da música chegava abafado, distante, como se viesse de outro mundo. Ali fora, o ar era mais frio. Mais real.
Ele apoiava os cotovelos no parapeito, o copo de uísque quase vazio na mão. O paletó estava aberto, a gravata afrouxada. O corpo, finalmente, desistira de sustentar a postura impecável.
Marcelo bebeu o último gole e sentiu o álcool descer qu